ENTREVISTA COM WOSLOM

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Na faSe final pra a 10° edição do Boqueirão Festival, trazemos pra você uma entrevista com a mais nova revelação do Thrash metal nacional, que ira se apresentar pela 1° vez em terras baianas dentro de 2 dias.

WOSLOM com dois álbuns e duas turnês internacional tem a cada novo trabalho conquistado muitos fans com seu Thrash Metal com pegadas Heavy de qualidades inquestionáveis. Sem mais bla, bla, bla.. confiram o papo como o Rafael Iak…

1.     Saudações amigo Rafael e demais membros da Woslom! Eu tava vendo aqui e o primeiro álbum da banda é “Time to Rise”, mais a banda mesmo foi formada quando e como que foi o inicio?

Fala meu amigo Adauto, então, essa formação vem desde 2009 e costumamos dizer que a banda começou mesmo em 2010, pois antes disso era totalmente um hobby, uma diversão que começou com o Francisco Stanich (baixista) e o Fernando Oster (baterista).

 2.      Antes do “Time to Rise” lançaram alguma demo? Fale sobre ela se lançaram e se não, por que não lançaram?

Lançamos sim, mas como explicado na questão anterior, era algo sem muita pretensão, na verdade, não sabíamos direito onde queríamos chegar, então foi uma fase de aprendizado. Atualmente, pouquíssimas pessoas têm as demos que soltamos.

 3.      O primeiro álbum “Time to Rise” foi lançado de forma independente? Como foram os momentos de composição, gravação e produção desta obra?

Sobre as composições, posso dizer que não foi tão complicado uma vez que já tínhamos boa parte das músicas prontas há um bom tempo, tendo apenas a necessidade de acertar arranjos. Já sobre a gravação e produção, foi um processo mais cansativo e trabalhoso, pois tivemos a mudança de vocalista aos 45 minutos do segundo tempo, o que gerou o retrabalho de gravação dos vocais. Mesmo assim, ficou uma grande obra que nos dá muito orgulho até hoje.

 4.      Apesar de ter sido lançado de forma independente esse álbum consegui fazer muito pela banda e inclusive vocês gravaram dois clipes. Fale um pouco sobre essas conquistas e como que foi feita a divulgação e distribuição deste?

A distribuição nacional foi feita totalmente pela banda e contamos com um selo digital americano que nos auxiliou na distribuição internacional. Essa parceria com certeza foi fruto dos clipes que lançamos, foram trabalhos que nos ajudaram muito a obter um feed back excelente do público e mídia, e abriu muitas portas para que pudéssemos conseguir shows bacanas e espalhar ainda mais nosso som.

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 5.      Como foi dito acima vocês gravaram 2 clipes, que foram “Time to Rise” e “Mortal Effect”. Como foram os dias de produção e gravação destes vídeos que resultaram em um DVD?

A produção de um vídeo clipe é sempre muito cansativa, demanda muito trabalho e dedicação dos envolvidos, principalmente quando falamos de bandas independentes, onde todo o trabalho de produção passa a ser da banda, ou seja, além de você ter que atuar como artista, tem ainda que produzir a sua ideia, então precisa ser bem planejado afim de evitar problemas.

 6.      Ano passado vocês também realizaram a “Time to Rise European Tour 2012”. Como foram os shows pelo velho mundo esta pela primeira vez tocando fora do pais? O que dizer aos que pensam em sair em shows pelo mundo a fora?

Aconselhamos muito a todas as bandas que tiverem a oportunidade de ir um dia, e sim, foi a nossa primeira vez, por isso contamos com o suporte importantíssimo da On Fire Booking Agency gerenciada pelo Xandão da banda Andralls. Ele também foi o responsável pelo sucesso dessa tour e ficamos muito felizes pelo crescimento do Woslom após  essa fase. Além de ser uma experiência de vida que não tem preço.

 7.      Depois desta jornada no velho mundo a banda voltou e começou a compor para o atual álbum “Evolustruction”. Com a experiência do primeiro como foi os trabalhos para compor, gravação e produzir esse?

O processo de composição para o segundo disco foi um pouco diferente do primeiro, pois teve um dinamismo maior, são músicas que foram surgindo durante a turnê, então podemos dizer que compusemos mais em menos tempo. Eu vejo um disco bem mais maduro e bem produzido, tudo graças a experiência vivida no primeiro.

8.      “Evolustruction” é um trabalho conceitual aonde a banda expõe a idéia de que tudo em nossa vida possui os dois lados, as duas escolhas, o bom e o mal. Poderia fazer um resumo sobre as musicas que compõem esta obra? E resumindo que mensagem a Woslom tenta passar com suas musicas?

Esse novo disco aborda críticas clichês, tais como religião, terrorismo, destruição do planeta, ditadura e comportamento humano, mas tudo de uma forma disfarçada, podendo gerar diferentes interpretações, ou seja, é como identificar culpados sem denunciá-los.  Eu particularmente gosto de escrever sobre coisas que desperte inspiração nas pessoas, para que busquem o que almejam. Gosto também de criar contos fictícios que possam ser associados a falhas da humanidade, é uma forma sutil de indireta, que acredito ser o nosso estilo de compor.

 9.      Desta nova obra a banda lançou um bem elaborado e muito elogiado clipe. Como foi o processo de gravação deste vídeo e principalmente trabalhar com uma serpente durante as gravações. Ela deu muito trabalho?

A cobra não deu trabalho algum (rs). Para esse trabalho, vale ressaltar que foi uma parceria do Woslom com a Santo Forte Digital, uma produtora de São Paulo especializada em propagandas para grandes empresas. Graças a eles o processo foi bem mais tranquilo e ficamos muito felizes com o empenho e dedicação de toda equipe.

 Geralmente agente ver bandas nacionais gravando musicas de bandas estrangeiras, mas vocês optaram por gravar um cover do Mad Dragzter, uma banda que lançou apenas dois álbuns (inclusive tenho o primeiro aqui) e que esta voltando atualmente a ativa. Porque? Existiram outras que poderiam ter sido homenageada?

Esse é um projeto que iniciamos há algum tempo onde homenageamos bandas nacionais que gostamos. Vale lembrar que antes do Mad Dragzter, fizemos uma versão da música “The Famous Unknown” do Ancesttral e também da música “Circle of Hate” da banda Red Front. Optamos por dar continuidade ao projeto e incluir um cover no nosso disco novo, e o Mad Dragzter é uma banda que além de gostarmos muito, respeitamos demais também, pois a ideia é não se prender a medalhões, e sim, valorizar as bandas daqui. Claro que muitas outras bandas merecem e serão homenageadas, é um projeto que não tem prazo de validade.

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 10.  Durante Setembro e Outubro deste ano vocês voltaram mais uma vez pra Europa. Como foi desta vez os shows por la?

Desta vez conseguimos ampliar e emendar até a Rússia, realmente foi uma bela turnê para uma banda como nós que conta apenas com dois discos, a receptividade foi maior e isso nos motiva cada vez mais a continuar.

 11.  Atualmente a banda assinou com uma gravadora Europeia para o lançamento dos dois álbuns por la. Nos fale sobre e se existem outras por la e em outros continentes que estão interessadas pela banda?

Sim, finalmente conseguimos um selo europeu, graças a turnê e o novo disco, essa gravadora se interessou pelo nosso trabalho e vai lançar os dois álbuns na Europa.

 12.  No facebook é fácil ver muita gente dizer que apóia a cena nacional e as bandas underground e que amam o Rock/Metal, mais a real é bem diferente. Qual a sua opinião sobre isso e o que dizer para esses que preferem ficar em casa atrás de um computador ao invés de ir aos shows. Obter os materiais das bandas de sua preferência e ajudar o underground a ser mais forte?

Olha Adauto, eu penso que seja a mesma história das pessoas que acreditam que a felicidade esteja “lá fora” quando na verdade ela está bem debaixo do seu nariz. Quando o pessoal da internet entender que eles podem assistir a shows de qualidade e se divertir com bandas de som autoral nacional, eles além de economizar mais, descobrirão a verdadeira felicidade, mas por enquanto, continuam procurando “em outro lugar”…

 13.  Já conheciam o Boqueirão Festival antes do convite pra se apresentar? O que acham de um evento como esse no interior baiano?

Eu não conhecia e acho sensacional, todo o evento que seja feito com boa vontade e honestidade, deve ser valorizado. A consequência de um trabalho bem feito é não menos que o crescimento.

14.  Sem mais, agradeço a atenção e pra fechar poderia dar uma idéia de como vai ser a apresentação de vocês no festival? Obrigado meu amigo Rafael e ate o dia 14 de dezembro!!

Eu que agradeço a você pelo espaço concedido e aproveito pra convidar a todos os Headbangers da região para comparecerem nesse grande evento pra “bater-cabeça” com todas as bandas do cast. Com certeza o pessoal pode esperar muita energia e fúria em cima do palco, nos vemos lá!

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Publicado em 12 de dezembro de 2013, em VIDEOS / FOTOS e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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