Entrevista com SODAMNED

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Agora um bate papo com o amigo Juliano da Sodamned, uma das principais atrações da 8° edição do Boqueirão Rock Metal Festival.  Confiram!!!

Caro Juliano, para o pessoal ir se familiarizando com a banda me fale um pouco de sua historia e origem do nome Sodamned?

Juliano: Cara, a banda começou em 1999, quando eu levei pro batera um par de músicas que eu tinha composto, e a gente montou elas pra ver como ficava. A gente já havia tentado tocar juntos um ano antes, mas éramos muito inexperientes e não tivemos sucesso na empreitada. E o nome, foi engraçado, a gente ficou quase um ano sem nome, até que um dos inúmeros guitarristas que passaram pela banda deu a ideia, de unir as palavras “so” e “damned”, “tão maldito”, mas em uma palavra só, pra dar conferir uma certa personalidade. Esse cara participou de dois ensaios com a banda, mas o nome ficou, rs…

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A banda tem em seu currículo uma turnê pela Europa feita em 2011. Como foram os shows por la e como essa turnê foi possível?

Juliano: A tournée na Europa foi possível por causa de uma agência do Recife que se prestava a agendar tours pra bandas brasileiras, na Europa. Ele falhou conosco no meio do caminho, e quem acabou marcando o restante dos shows foi o Vladimir, um croata que vive de conduzir bandas de metal em solo europeu. A coisa lá foi bacana, teve show bom, com muita gente, teve show ruim, mas a diferença básica é você tocar de quarta à domingo. Até fizemos shows em outros dias da semana, como por exemplo na capital da Bulgária, Sofjia, e foi um show com apenas 6 pagantes, rs… Mas de forma geral foi uma experiência pra lá de positiva, o pessoal curte e respeita muito as bandas brasileiras, compram material, e claro, nunca havíamos feito 16 shows em um período de um mês, é bem cansativo, mas vale muito a pena. Já temos planos de voltar pra lá em 2014.

Agora a banda vem fazendo sua turnê pelo pais e desce com a “Fear Over South America Tour”, que passa por aqui dia 25 de novembro como esta a expectativa da banda para essa jornada?

Juliano: Tá das melhores. Um dia o Vladimir, que eu citei acima, me falou que havia ouvido falar que no nordeste do Brasil a galera era insana e havia bons shows de bandas underground, que lotavam e tal. Ou seja, mesmo lá fora vocês aí do nordeste tem uma fama bacana, então a gente tá muito ansioso por tocar aí e ver a reação da galera. Não vejo a hora.

Existe alguma comida típica nordestina ou baiana, que estão ansiosos pra experimentar e lugares pelo nordeste que mão perderão a oportunidade de visitar e conhecer?

Juliano: Então, a gente vai ficar só uns 10 dias por aí, com 6 shows e 4 days off. Os dias parados a gente vai estar em Salvador, e vamos aproveitar pra conhecer, pelo menos o básico que todo mundo fala de lá. Quanto à comida, bom, da minha parte, é comer acarajé na Bahia (comi naquele lixo de festival Metal Open Air, mas já fui informado que não há igual o da Bahia, rs…), beber suco de cajá…..e beber muita água de côco, pois sei que aí é bem barato em relação ao que pagamos aqui.

A banda vai material pra vendas na turnê? O que os interessados poderão ta obtendo com a banda? Por acaso ainda tem copias do split de 2007 – The Garret” com a Dark Celebration?

Juliano: Sim cara, estaremos levando nossa demo de 2003, algumas coletâneas, o Split de 2007 com a Dark Celebration, e nosso CD, além de camisetas, patches, bottons. Estaremos ‘vendendo a carreira da banda’ aí em cima, material não vai faltar.

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Já se foram quase 10 anos desde o lançamento da demo “On the Gallows”  em 2003, que tenho aqui uma copia enviada a mim pelo Gilson. Como foi a repercursão e distribuição dela? E qual o sentimento hoje para com essa obra?

Juliano: Eu me orgulho bastante deste trabalho. Foi nossa primeira experiência em estúdio, e tem muita coisa que a gente faria diferente hoje, mas me orgulho dela, de fato. Obtivemos excelentes críticas, muitos shows de divulgação, e distribuímos umas 900 cópias dela, inclusive pra fora do país, o que, para uma banda não muito conhecida como era a nossa naquela época, foi um número bem acima da média. Ano que vem faz dez anos do lançamento da demo, e estaremos lançando um single com uma música nova, e como extra a demo totalmente remasterizada. Aguardem.

Essa turnê faz parte da promoção do excelente álbum “The Loneliest Loneliness”. Deu muito trabalho marca as datas e se programar pra conciliar trabalho profissional com a banda?

Juliano: Cara, nem tanto. A gente recebeu o CD 6 dias antes de embarcar pra Europa, então a divulgação começou lá. Lá, como o lance é mais profissional e tem mais estrutura, é bem mais fácil de marcar uma sequência de shows do que aqui. Aqui é mais complicado, mas também não é impossível. Aí no nordeste demorou a engrenar, a achar as pessoas certas, mas depois que aconteceu, foi muito tranquilo também. Conciliar a vida pessoal com a banda sempre é complicado NE. Eu trabalho 8 horas/dia, e à noite ainda costumo praticar o instrumento, compor, trabalhar no site da banda, vídeos, enfim, fácil não é, mas não saberia como levar a vida sem esse compromisso com a banda, já são 14 anos de banda.

Acho perfeita e m,uito linda a capa do “The Loneliest Loneliness”. De quem é a arte e por a caso o conteúdo das letras tem alguma influencia sobre a arte?

Gilson: É, concordo com você, a arte da capa do CD ficou espetacular mesmo. A ilustração quem fez foi o Gustavo Sazes, que já ilustrou várias capas para grandes bandas do Metal pelo mundo. O cara manda muito bem e sacou certinho a idéia que passamos pra ele. E sim, pelo menos uma letra seguiu para o Gustavo para ele desenvolver a capa, foi a Ewige Wiederkunft. A letra seguiu para ele juntamente com um texto do filósofo Nietzsche que trata sobre o Eterno Retorno.

Quando eu olho pra o logotipo e a arte no geral da banda percebe-se uma forte influencia do Doom Metal. Quais as bandas que são fortes influencias da Sodamned?

Juliano: Interessante você falar isso, pois cada um na banda tem uma influência diferente. Por coincidência, o baixista tem uma banda de Doom Metal chamada Pain of Soul, que inclusive excursionou pela Europa coma gente. O Gilson tem uma vibe mais thrash oitentista, death metal tradicional ele curte bastante também, fora as coisas mais extremas. Eu ouço bastante coisa extrema, Belphegor, Behemoth, Gloria Morti….mas gasto uma parte realmente grande do meu tempo ouvindo Doom Metal, sou um grande fã de My Dying Bride, e artistas tipo “Of the Wand and the Moon”, coisas acústicas, Summoning, Pazuzu, bastante coisa obscura, ritual music, é legal saber que isso acaba ficando um pouco explícito na estética da banda.

Nas redes sociais vemos muita gente dizer que gosta de Rock/Metal, mais nos shows a realidade é outra. Qual a sua opinião sobre isso e o que dizer para esses que preferem ficar em casa atraz de um computador ao invés de ir aos shows, obter os materiais das bandas de sua preferência e ajudar o underground ser mais forte?

Juliano: Cara, eu tenho uma opinião bem peculiar a respeito, por que acredito que, sob o nosso ponto de vista, é isso mesmo: esse ‘apoio virtual’ de nada adianta se não rolar o corpo a corpo, comparecer no show, ver o seu artista tocando. Por outro lado, entendo que essa nova geração nasceu grudada no computador, então eles acabam nem se dando conta disso, é uma questão cultural, é a cultura da música que tá se metamorfoseando. Antes era o Bach ou o Beethoven sendo pagos pela nobreza para compor música “sob encomenda”, hoje são as bandas compondo de graça, gravando e fazendo shows por quê querem e são apaixonadas por isso. Hoje é o público achando que consumir música é baixar MP3, percebe? É cultura, e acho que ficar batendo de frente com isso não vai nos levar a lugar nenhum. Temos é que encontrar uma forma de tirar proveito disso para que a música (e o metal, naturalmente) não venham à falência por consequência desse novo paradigma. Como? Eu também não sei cara. E se eu parar para pensar muito, no custo x benefício, não gravo mais nenum CD com a banda, rs….mas queremos manter a coisa do jeito que aprendemos a consumir e amar.

Queria que você descrevesse pra galera como é um show da Sodamned.

Juliano: Enérgico. Damos tudo de nós em cima do palco, gostamos de executar as músicas no limite da energia e a gente acha que o público acaba percebendo isso, por quê sempre responde à altura. Enfim, preparem-se para quererem quebrar tudo !

Como tiveram conhecimento do festival e o que podemos esperam da apresentação de vocês no Boqueirão Rock Metal Festival e o que acham deste evento aqui no agreste/sertão baiano?

Juliano: Na verdade, você se corresponde com o Gilson há mais de dez anos né, sabíamos (eu pelo menos) sobre o Odicelaf, de longa data já. Sobre o fest eu tomei conhecimento ano passado eu acho, vendo anúncios dele no face, Orkut, essas coisas. Daremos tudo em cima do palco para que o público queira levar a casa abaixo, sabemos que o pessoal daí é maluco e agita muito, queremos trocar essa energia. Sei que a cidade é pequena, e que vem um pessoal de cidades próximas, e até do Sergipe, então creio que será um grande encontro de headbangers.

Bom é isso por agora. Obrigado e aguardo vocês aqui na 8° edição do B.R.M.. Deixe suas palavras finais e mensagem ao publico.

Juliano: Cara, a gente agradece demais pela entrevista, pela oportunidade no teu evento, e não vemos realmente a hora de estar aí no nordeste trocando uma ideia com os headbangers daí, o Brasil é vasto e vai ser uma experiência fantástica estar levando nosso som tão longe de casa para nossos irmãos nordestinos, tão próximos da gente através da música. Aguardem que a gente garante à vocês um puta show. Hail!

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Publicado em 30 de outubro de 2012, em BANDAS, ENTREVISTA e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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